A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do
ninho.
Seu coração se acelerou com
emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência
dos filhotes a seus insistentes cutucões.
Por que a emoção de voar tem que
começar com o medo de cair?
Pensou ela. O ninho estava colocado bem no alto de um pico
rochoso.
Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos
filhotes.
E se justamente agora isto não funcionar?
Ela pensou.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento.
Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa
final: o empurrão.
A águia encheu-se de coragem.
Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito
para a sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio
que é nascer águia. O empurrão era o menor presente que ela podia
oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles
voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel
de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não
são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que
temos "asas para voar".
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Data de criação : 08/07/11 Última atualização : 09/11/30 17:12 / 50 Artigos publicados
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